A operação das forças especiais dos Estados Unidos para capturar Osama Bin Laden deverá produzir um importante arzenal de dados sobre a Al Qaeda, de acordo com vários órgãos de informação.
Não foi confirmado o que foi apreendido pelas autoridades dos EUA no ataque, mas uma série de agências de notícias fez referências a apreensão de discos rígidos de computador, CDs, DVDs e drives USB, no complexo de Abbotabad. Supostamente as instalações não tinham qualquer ligação de telefone ou à Internet.
Imagens divulgadas pela NBC na terça-feira mostraram o que pareciam computadores danificados no complexo. O porta-voz da Casa Branca para ações anti-terroristas, John Brennan, disse mais tarde, durante uma entrevista à CNN, que os militares dos EUA tinham retirado "todo o material útil e necessário".
"Estamos tentando determinar exatamente o valor das informações que podemos ter recolhido. Será muito importante para continuar o esforço contra a Al Qaeda", disse Brennan.
As autoridades adiantaram ainda que os dados estão sendo rastreados e analisados em um local secreto no Afeganistão. "Centenas de pessoas estão trabalhando nisso. Já será muito bom se apenas 10% sirva para fundamentar acusações", disse um funcionário não identificado, citado pelo site de notícias Politico. "Consegue imaginar o que está no disco rígido de Osama Bin Laden?"
A "apreensão de inteligência" pode ser "tão importante, se não mais importante, que a morte real de Bin Laden," disse Richard Haass, conselheiro para negócios estrangeiros e ex-presidente do Departamento de Estado, citado pelo site canadense de notícias "The Star".
Desde o 11 de Setembro de 2001, especialistas em segurança têm assumido que a Al Qaeda usaria criptografia forte para os proteger. Possivelmente até usariam programas especialmente desenvolvidos para isso. Tal ação nunca foi confirmada, mesmo depois de vários ataques a instalações onde estariam outros líderes da Al Qaeda. Contudo existem exemplos de programas de criptografia desenvolvidos pelos extremistas. Essa tecnologia deverá pelo menos atrasar o trabalho dos investigadores norte-americanos.