A China negou nesta segunda-feira (25/1) as acusações de envolvimento
nas invasões aos servidores do Google e de outras empresas dos Estados
Unidos.
Um representante chinês também defendeu a censura online de temas
políticos e afirmou que o país não mudará a forma
como regula a internet, de acordo com a agência de notícias Xinhua.
O Google disse que foi atacado por crackers chineses, o que causou perdas de
propriedade intelectual, além de ter sido alvo de invasão de contas
no Gmail. A companhia de buscas citou o episódio como um dos motivos
para ignorar a censura no país, que controla resultados de pesquisas
feitas no mecanismo Google.cn.
A empresa de internet não culpou o governo chinês pelos ataques,
mas a secretária de estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, pediu
para a China investigar o caso.
"Seja por meios implícitos ou explícitos, criticar o governo
chinês por participar dos ataques é algo totalmente sem fundamentos",
disse um representante chinês ao Xinhua. "Nós somos contra
isso", disse à agência.
O representante lembrou que comunicados anteriores do governo chinês
proíbem ataques a sites e disse também que o país está
aberto a cooperar internacionalmente para combater os crimes virtuais.
(Owen Fletcher)