O software malicioso usado para invadir contas de e-mail do Google contém
códigos que “somente são encontrados em sites chineses, o
que sugere que a pessoa que o escreveu sabe ler o idioma”, afirmou o pesquisador
da empresa SecureWorks, Joe Stewart, nesta quarta-feira (20/1).
O especialista identificou o código após analisar o Hydraq Trojan,
cavalo-de-tróia usado para invadir contas de e-mail de ativistas de direitos
humanos na China, usando uma brecha no browser Internet Explorer. O ciberataque,
que correu em dezembro do ano passado, também teve como alvo mais 33
empresas, incluindo companhias como Adobe, Juniper Networks e Symantec.
A informação de Stewart é a única pista da ligação
da China aos ciberataques ao Google. De acordo com a SecureWorks, além
do fato de que alguns servidores que originaram o ataque estavam localizados
na China, não havia evidências que ligassem as invasões
àquele país.
Na última semana, o gigante de buscas ameaçou encerrar suas operações
naquele país por conta da invasão, mas o governo local argumentava
a falta de provas para a suspeita do Google.
O código por trás do ataque, chamado Aurora, foi escrito em 2006,
mas era raramente usado, o que ajudou a driblar a identificação
de softwares antivírus por alguns anos. A data de criação
do Hydraq Trojan remete a abril de 2009, informa Stewart.
Assim como outras pragas virtuais do tipo cavalo-de-tróia, o Hydraq
permite que invasores executem comandos nos computadores invadidos. Isso permite
que eles façam coisas como listar diretórios, leiam e busquem
arquivos no sistema da vítima.
(Robert McMillan)