O código de invasão que usou o browser Internet Explorer para atacar
redes corporativas do Google foi analisado na quinta-feira (14/1) pela empresa
de análises de malwares Wepawet e está disponível publicamente.
Na sexta-feira (15/1) o código estava inserido em pelo menos uma ferramenta
de invasões disponível na rede, alertou o diretor de pesquisas
de segurança da empresa McAfee, Dave Marcus.
Além de acessar sistemas internos do Google, em dezembro do ano passado,
o ataque teve como alvo outras 33 empresas, incluindo empresas de tecnologia
como Symantec, Adobe Systems, Juniper Networks e Yahoo.
O ataque tem mais chances de sucesso na versão do IE6 rodando no sistema
operacional Windows XP, da Microsoft. O código pode ser modificado para
atuar nas mais recentes versões do navegador, informa Marcus. "O
jogo realmente muda agora que ele está hospedado publicamente",
diz o especialista.
O problema com a falha tornou-se tão sério que a agência
de segurança nacional de tecnologia da informação da Alemanha
divulgou um comunicado na sexta-feira (15/1), aconselhando os internautas a
usar outros navegadores para acessar a internet, enquanto a Microsoft não
emitir uma correção.
O código pode ser usado por um invasor para rodar um software não
autorizado na máquina da vítima levando-a a abrir um site malicioso
na web.
A Microsoft divulgou um alerta de segurança sobre a falha no IE na quinta-feira
(14/1) e não descartou a possibilidade de distribuir uma atualização
antes de seu ciclo mensal de correções de segurança, o
Patch Tuesday - o próximo está programado para 9 de fevereiro.
A liberação de um patche pela Microsoft é forte possibilidade
para evitar que invasores tenham mais de três semanas para aplicar o código
malicioso em outras tentativas de ataque, avalia Marcus, da McAfee.
(Robert McMillan)