Chega o Natal e, com ele, aumenta o interesse dos internautas em versões
eletrônicas de cartões de boas festas, procura por presentes de amigo
secreto (ou oculto, como também é conhecido) em sites de comércio
eletrônico, viagens, e muito mais. Na rabeira de tudo isso, os criminosos
virtuais jogam suas iscas na esperança de fisgar os mais descuidados e
o resultado é um aumento no número de ameaças que circulam
nesta época do ano.
A companhia de segurança McAfee divulgou, nesta segunda-feira (30/11),
uma lista que enumera os golpes virtuais mais perigosos que costumam acontecer
nesse período. Confira a relação com os 12 golpes mais
comuns e cinco dicas de como se proteger:
1: Phishing Beneficentes
Durante as festas natalinas, crackers se aproveitam da generosidade das pessoas,
enviando e-mails que parecem vir de organizações beneficentes
legítimas. Na verdade, são sites falsos criados para roubar dinheiro,
informações de cartão de crédito e identidades dos
doadores.
2: Faturas falsas
Esse é um golpe comum e que costuma fazer vítimas. Os cibercriminosos
enviam, por e-mail, faturas e avisos de entrega falsos que tentam se passar
por cobrança de serviços de comércio eletrônico conhecidos,
como Submarino e Americanas, por exemplo.
As mensagens podem trazer informações sobre uma suposta compra
e dados para pagamento de boletos bancários, ou solicitar que informações
de cartões de crédito para reembolso na conta (informando uma
devolução) ou ainda que os usuários forneçam dados
adicionais para receber uma determinada encomenda.
Caso a pessoa siga as instruções, suas informações
são roubadas ou programas mal-intencionados são instalados automaticamente
em seus computadores.
3: Redes sociais
As redes sociais são ótimas aliadas para envio de mensagens e
convite para encontros de confraternização. Sabendo disso, os
criminosos virtuais enviam convites falsos solicitando ao destinatário
ingressar em uma nova rede social.
Só que os links costumam levar a sites de phishing que instalam automaticamente
programas mal-intencionados nos computadores e permitem o roubo de informações
pessoais.
4: Cartões de Natal virtuais
Anexos de e-mail com apresentações PowerPoint com temas natalinos
também são muito usados pelos criminosos virtuais.
No Natal de 2008, os laboratórios da McAfee descobriram um worm disfarçado
de cartões virtuais da Hallmark e de promoções de Natal
do McDonald’s e da Coca-Cola.
5: Ofertas tentadoras
Uma nova campanha de Natal leva os compradores a sites cheios de malware que
oferecem presentes de luxo "com desconto" das marcas Cartier, Gucci
e Tag Heuer.
Até mesmo os logotipos da Better Business Bureau são falsificados
para induzir os internautas a comprar os produtos.
6: Computadores compartilhados/públicos
Ao comprar ou navegar em pontos de acesso abertos, os crackers podem espionar
a atividade e tentar roubar informações pessoais. A McAfee orienta
os usuários a nunca fazerem compras pela Internet usando computadores
públicos ou redes Wi-Fi abertas.
7: Pesquisar por itens de Natal
Nessa época, os crackers criam sites natalinos falsos para as pessoas
que procuram toques de celular, papéis de parede, letras de canções
de Natal ou protetores de tela festivos.
Baixar arquivos com temática natalina pode infectar um computador com
spyware, adware ou outros programas mal-intencionados.
8: Golpes de emprego por e-mail
Os golpistas miram pessoas desesperadas em busca de emprego, com a promessa
de empregos bem remunerados e oportunidades de lucros trabalhando em casa.
Quando a pessoa interessada envia suas informações e paga sua
‘taxa de inscrição’, os crackers roubam seu dinheiro
em vez de dar continuidade à oportunidade de emprego prometida.
9: Leilões online
Sites de leilões também são usados para golpes durante
a época de Natal. Os compradores devem ficar atentos a oportunidades
em leilões que parecem ser muito boas, já que muitas vezes podem
se referir a ofertas falsas. Antes de dar um lance, procure obter informações
sobre o vendedor.
10: Roubo de senhas
Nesta época do ano é enorme o número de incidentes envolvendo
roubo de senhas, principalmente por meio de ferramentas para que registram tudo
o que o usuário digita no PC, os chamados keyloggers.
Quando os criminosos conseguem acesso a uma ou mais senhas, eles passam a ter
acesso irrestrito às informações bancárias e podem
limpar as contas em questão de minutos. Também é comum
que eles distribuam spam da conta do usuário para seus contatos.
11: Golpes de banco pela Internet
Crackers podem induzir os consumidores a divulgarem seus dados bancários
com e-mails de aparência oficial, supostamente das instituições
financeiras onde possuem contas e cartões de crédito.
Tais mensagens solicitam que os usuários confirmem as informações
das suas contas, avisando que as contas serão bloqueadas se não
seguirem as instruções. Esse golpe é particularmente comum
no Natal, já que as pessoas estão preocupadas em poderem movimentar
facilmente suas finanças.
12: Sequestro de arquivos
Por meio de acesso remoto, os cibercriminosos podem assumir o controle de computadores
pessoais, roubar arquivos e bloquear o acesso a eles.
Nesse caso, o golpista sequestra os arquivos do usuário e exige o pagamento
de um resgate em troca da devolução desses arquivos.
Cinco dicas de proteção para seu PC e dados pessoais
1: Nunca clique em links de e-mails
Vá diretamente ao site da empresa ou da organização beneficente
que se quer acessar, digitando o endereço ou utilizando um mecanismo
de pesquisa.
2: Use um software de segurança atualizado
Proteja seu computador contra malware, spyware, vírus e outras ameaças
com suítes de segurança atualizadas.
3: Faça compras e transações bancárias
em redes seguras
As redes Wi-Fi devem sempre ser protegidas por senha e os dados que trafegam
nelas serem criptografados para que os crackers não tenham acesso.
4: Use senhas diferentes
Nunca use as mesmas senhas para mais de uma conta na internet. Diversifique
as senhas com combinações complexas de letras, números
e símbolos.
5: Use o bom senso
Se ficar em dúvida sobre a legitimidade de uma oferta ou de um produto,
não clique. Os crackers estão por trás de muitos dos negócios
aparentemente "ótimos" na web.