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Construtora processa banco por fraude de US$ 588 mil na internet
Uma empresa de construção dos Estados Unidos está processando seu banco por uma fraude online que desviou 588 mil dólares na conta corrente da companhia.

A empresa Patco Construction Company alega que o Ocean Bank, do Estado de Delaware, falhou em identificar seis operações suspeitas realizadas em maio deste ano, envolvendo saques de sua conta online voltada ao pagamento de funcionários.

De acordo com uma reportagem do The Washington Post, o dinheiro roubado da conta dedicada à folha de pagamento da construtora foi depositado nas contas de intermediários, ou "laranjas", e depois transferido aos golpistas.

Para piorar a situação, ao ver que a soma excedia o limite da conta corrente, o banco acessou mais de 223 mil dólares da linha de crédito da empresa para cobrir a conta. Agora, o Ocean Bank quer que a Patco também pague os juros do crédito, usado por conta da fraude.

Após descobrir a fraude, o Ocean Bank recuperou 243,4 mil dólares, mas a Patco ainda ficou com uma dívida de 345,4 mil dólares junto à instituição financeira.

De acordo com a empresa, os golpistas acessaram informações sigilosas de funcionários por meio da rede ACH (Automated Clearing House) - usada para depósitos diretos, pagamentos de contas e transferências entre empresas e pessoas físicas.

Diversos funcionários da Patco acessavam a conta da folha de pagamento com uma identificação da empresa, uma identificação individual e uma senha. Para fazer transferências acima de mil dólares, os funcionários tinham de responder a duas perguntas de segurança - o que era feito com frequência já que muitas transferências ultrapassavam os mil dólares.

Aparentemente, os golpistas conseguiram acessar as informações dos funcionários usando programas espiões em máquinas infectadas por meio de golpes ou brechas em softwares desatualizados de máquinas da companhia.

A Patco argumenta que o Ocean Bank não ofereceu dupla autenticação de segurança, como o uso de token ou verificação de acesso por telefone e não soube identificar a irregularidade das transações ilegais. De acordo com a empresa, as transferências foram realizadas de endereços IP (Internet Protocol) que nunca acessaram seu sistema, as somas excederam o volume normalmente transacionado e as transferências foram realizadas fora do dia marcado, normalmente às sextas-feiras.
Data: 25/09/2009 Fonte: IDG Now!
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