Crackers já estão atacando internautas por meio de uma falha ainda
não corrigida no navegador Internet Explorer (IE), que foi usada para promover
um ciberataque a redes do Google e de mais 33 empresas, informou a empresa de
segurança Websense, na segunda-feira (18/1).
O alerta foi feito logo após os governos da França e da Alemanha
recomendarem que seus internautas usem browsers alternativos ao Internet Explorer,
incluindo Chrome, Firefox, Opera ou Safari, até que a Microsoft corrija
a falha.
A Microsoft reconheceu que uma vulnerabilidade no IE foi explorada para promover
ataques ao Google, em dezembro do ano passado. A empresa, entretanto, não
informou se irá liberar uma correção para a brecha antes
de seu próximo pacote mensal de atualizações de segurança,
o Patch Tuesday, marcado para o dia 9 de fevereiro.
A norueguesa Opera Software informou que o volume de downloads de seu navegador
na Alemanha dobrou no fim de semana, após as recomendações
das agências governamentais alemã e francesa sobre o IE.
Em um alerta divulgado na segunda-feira, a Websense informou ter identificado
o “uso limitado” da falha não corrigida no IE contra usuários
que acessaram sites maliciosos.
No mesmo dia, a Microsoft minimizou o risco da falha. Em um post no blog do
Microsoft Security Research Center (MSRC), o gerente geral do grupo Trustworthy
Computing Security, George Stathakopoulos, voltou a afirmar que a companhia
identificou “um número muito limitado de ataques a um pequeno conjunto
de corporações."
Stathakopoulos também afirmou que os poucos ataques detectados pela
Microsoft envolveram o IE6. O executivo aconselhou que os usuários atualizem
seus browsers das versões 6 ou mesmo da 7 – especialmente rodando
no sistema operacional Windows XP – para o IE8.
(Gregg Keizer)