O código de vulnerabilidade de uma falha ainda não corrigida nas
versões 6, 7 e 8 do navegador Internet Explorer foi publicado na web na
quarta-feira (10/3) na internet, um passo que será o precursor de uma série
de ataques, afirmam especialistas de segurança.
O pesquisador israelense Moshe Ben Abu utilizou uma pista em um post no blog
da McAfee para analisar a vulnerabilidade e criar um módulo funcional
de ataque para o popular framework de código aberto para invasões
Metasploit.
“Foi bem fácil”, afirmou Abu em uma resposta por e-mail,
se referindo ao tempo que levou para criar o módulo Metasploit a partir
do código encontrado. “Foram apenas alguns minutos.”
A vulnerabilidade de Abu foi adicionada à árvore do Metasploit
na quarta-feira depois de uma revisão da equipe de desenvolvimento, confirmou
o criador do framework e chefe de segurança da companhia Rapid7, HD Moore.
Segundo ele, Abu já contribuiu com dez módulos de vulnerabilidade
nos últimos três anos.
Aviso
A Microsoft alertou aos usuários sobre a falha no IE6, no IE7 e no IE8
na terça-feira (9/3), quando lançou um relatório de segurança,
típico primeiro passo para lançar uma correção quando
ataques ou vulnerabilidades são de conhecimento público.
Na quarta-feira, as companhias de antivírus já registravam que
crackers estavam se aproveitando da falha para lançar ataques “drive-by”
de sites maliciosos, incluindo um que hospedava o código encontrado por
Abu.
Abu afirmou que o ataque funciona em computadores atualizados com o Windows
Vista SP2 e IE7, além de máquinas com Windows XP SP3 e IE6, IE7
ou IE8. Mas o código do ataque não é a prova de usuários:
ele funciona entre 60% e 75% das vezes, disse Abu.
Moore afirmou que o número está no extremo inferior da escala
de Abu. “O ataque não é confiável, já que
ela compartilha traços de outras falhas como as dos ataques ‘Aurora’”,
afirmou ele, se referindo à falha no IE6 utilizada para invadir a rede
corporativa do Google.
“Baseado nos nossos testes, vemos que o ataque funciona melhor contra
o Windows XP SP3 com IE7, com taxas de 60% de sucesso. As outras plataformas
são menos confiáveis agora, mas isso é apenas uma questão
de ajuste de parâmetros para cada alvo.”
(Gregg Keizer)