O site de notícias Globo.com apresentou uma falha de segurança,
nesta terça-feira (22/12), que poderia permitir a execução
remota de um software malicioso na máquina do usuário.
Internautas que acessaram a notícia "Ministério da Saúde
libera R$ 225 milhões para construir 880 postos de saúde"
publicada às 12h08 de hoje, "ficaram sujeitos a terem os sistemas
operacionais de seus computadores atacados por uma brecha de segurança
conhecida como MSIE ADODB.Stream Object File Installation Weakness", alertou
o delegado de polícia da 4ª Delegacia de Delitos Cometidos por Meios
Eletrônicos do Deic (Departamento de Investigação Sobre
o Crime Organizado), José Mariano de Araújo Filho.
De acordo com o delegado, a falha está baseada em um controle ActiveX
conhecido como “MDAC RDS.Dataspace controle” e permite a execução
remota de códigos maliciosos. "Esta vulnerabilidade existiria porque
o controle não se comportaria de forma segura quando está hospedado
em uma página da web", explica o delegado em seu blog, onde detalha
o problema de segurança no site da Globo.com.
A brecha pode ser explorada remotamente por um invasor para instalar programas,
visualizar, alterar ou excluir dados ou criar novas contas de usuário
na máquina.
Mariano informou ao IDG Now! que a falha detectada hoje já foi corrigida
pela Globo.com, mas questionou a falta de segurança do sistema que, segundo
ele pode ter afetado centenas de usuários que acessam diariamente o site.
"Mesmo tendo ocorrido a correção do problemas por parte
da 'Globo.com', o ataque demonstra a falta de segurança existentes em
muitos sites na internet e principalmente as técnicas utilizadas pelos
criminosos na internet brasileira, os quais buscam atingir uma grande quantidade
de vítimas usando código malicioso e “scripts” armazenados
em páginas com grande quantidade de acesso", alerta o especialista
em crimes digitais em seu post.
O site da Globo.com não é o primeiro alvo de invasores que usam
sites legítimos para instalar códigos maliciosos nas máquinas
de internautas e promover fraudes financeiras. Em setembro deste ano, a página
principal da operadora Vivo foi infectada por um código malicioso que
tinha por objetivo alterar a máquina do internauta e direcioná-lo
a um site falso de banco. No mesmo mês, a página do jornal norte-americano
The New York Times apresentava um banner não autorizado oferecendo um
antivírus falso.
Em dezembro de 2008, o site da operadora Oi foi usado para a disseminação
de um vírus para os clientes que usaram o serviço para envio de
torpedos online da operadora. De acorcom com o consultor de segurança,
Marcelo Almeida, a brecha no serviço da Oi colocou 140 mil internautas
em risco.