Com o objetivo de prender crackers (criminosos da Internet), o FBI, popular agência
norte-americana de investigação, está ampliando suas fronteiras
para a Europa Oriental. Os agentes especializados em crimes virtuais estão
sendo alocados para trabalhar em países como Estônia e Ucrânia.
Nos últimos meses, os norte-americanos estão investigando, com
o apoio das policias locais, casos internacionais de crimes virtuais. A informação
foi divulgada por Jeffrey Troy, chefe da divisão de cibercrimes do FBI,
durante a RSA Conference, evento que acontece esta semana em São Francisco
(EUA). Como os crimes na Internet costumam “ignorar” qualquer fronteira,
esse tipo de ação é vital.
A nova iniciativa no mundo virtual foi inspirada em uma ação
realizada em 2006, na Romênia, que terminou com a prisão de 100
acusados. Em casos fora da Internet, a colaboração é mais
antiga. No momento, o FBI tem agentes especializados em crimes virtuais na Estônia,
Ucrânia, Romênia e Holanda.
Logicamente, esses países não foram escolhidos por acaso. Especialistas
em segurança afirmam que a Ucrânia é o lar de um grande
número de criminosos especializados em furtar dados de contas bancárias,
com a criação de pragas virtuais como o cavalo de tróia
(programa que captura senhas) Zeus.
“A Ucrânia é um grande problema”, afirma Paul Ferguson,
pesquisador da Trend Micro. “Eu a colocaria acima da Rússia (no
ranking do países com maior incidência de criminosos virtuais)”,
completa.
Recentemente, o FBI colaborou com a polícia espanhola para tirar do
ar uma das maiores botnets já vista, a Mariposa, que contava com milhões
de computadores zumbis controlados remotamente por crackers.