Pela primeira vez, esta técnica ultrapassou os relatos com trojans e
responde por quase metade das tentativas de ataque na web nacional.
As notificações de phishing – técnica onde o cracker
usa uma página web fraudulenta para obter dados sigilosos do usuário
– ultrapassaram as de Trojan (cavalos de Tróia) pela primeira vez
no Brasil e agora representam quase metade (49,40%) dos ataques fraudulentos
na Web nacional. A informação é do Centro de Estudos, Resposta
e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br).
“É a primeira vez em nossa série histórica que relatos
sobre phishing ultrapassaram aqueles relacionados a cavalos de Tróia,
em números absolutos”, afirmou Cristine Hoepers, analista de segurança
do CERT.br. Além de ser o novo líder no quesito fraudes, o número
de ataques com esta técnica aumentou em 150% no terceiro trimestre de
2010, em comparação ao mesmo período do ano passado.
Já relatos sobre cavalos de Tróia, utilizados para furtar informações
e credenciais, ocupam agora o segundo lugar, com 48,79% das tentativas de fraude
reportadas. Isso representa uma diminuição de 20% em relação
ao segundo trimestre de 2010 e 36% em relação ao mesmo período
de 2009.
De acordo com o CERT, as notificações relacionadas a tentativas
de fraude apresentaram queda de 7,5% em relação ao trimestre anterior
e um decréscimo de 5% em relação ao 3º tri de 2009.
No entanto, apesar da pequena queda no número total de notificações
de tentativas de fraude, houve aumento de 13% no número de relatos de
páginas falsas de bancos e de sites de comércio eletrônico
(phishing clássico) se comparado ao segundo trimestre de 2010.
O total de relatos de incidentes no terceiro trimestre de 2010 foi ligeiramente
superior a 40 mil, o que corresponde a um aumento de quase 22% em relação
ao trimestre anterior e um aumento de quase 36% em relação ao
mesmo período de 2009.
Ataques a servidores Web
O crescimento do uso do phishing pode ser uma decorrência do aumento
do número de ataques aos servidores Web, que cresceu 41% em relação
ao trimestre anterior e 77% em relação ao mesmo período
de 2009.
De acordo com o Cert.br, houve crescimento deste tipo de ataque durante todo
o ano de 2010. Os atacantes exploram vulnerabilidades em aplicações
Web para, então, hospedar nesses sites páginas falsas de instituições
financeiras, cavalos de Tróia, ferramentas utilizadas em ataques a outros
servidores Web e scripts para envio de spam ou scam.