Em um desdobramento que já preocupa os defensores da privacidade, a gigante
das buscas Google pediu ajuda da Agência de Segurança Nacional (NSA),
nos EUA, para investigar os recentes ciberataques que, segundo a empresa, teve
origem na China.
Citando fontes anônimas, o jornal Washington Post informou nesta quinta-feira
(4/2) que a NSA e o Google trabalham na finalização de um acordo
sob o qual a agência governamental ajudará o Google a se defender
melhor contra ataques futuros.
Sob os termos do acordo, a NSA não terá acesso a informações
de buscas feitas pelos usuários ou contas de e-mail, e o Google não
abrirá qualquer informação proprietária, afirmou
a fonte.
Aproximação
O Google se aproximou da NSA logo depois dos ciberataques que, segundo afirma,
partiram de território chinês. No entanto, o acordo ainda levará
algum tempo para ser efetivado por causa das questões de privacidade
envolvidas.
Se o acordo for efetivado, será a primeira vez que o Google mantém
um relacionamento formal de compartilhamento de informações com
a NSA, disse a fonte ao jornal.
Em resposta a um pedido de entrevista, um porta-voz do Google apontou para
uma nota no blog da empresa, datada de 12 de janeiro e assinada por David Drummond,
vice-presidente sênior e principal executivo para assuntos legais. A nota,
"Uma nova abordagem para a China", explica a preocupação
do Google com os ataques.
Na nota, Drummond disse que depois dos ataques o Google tomou "medidas
não usuais" de compartilhar informações sobre o ataque
com uma "audiência mais ampla". Essa informação,
explica Drummond, "toca no cerne de um debate muito maior sobre liberdade
de expressão", afirmou a empresa.
A nota de Drummond não diz com quem a empresa compartilhou as informações
sobre o ataque.
Procurada, a NSA não respondeu aos pedidos de entrevista. Nem o Google
nem a NSA confirmaram ou negaram a parceria anunciada pelo jornal.
(Jaikumar Vijayan)