Ao indicar Howard Schmidt como coordenador de segurança digital da Casa
Branca, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, escolheu um profissional
com cargo semelhante na administração anterior, experiência
na iniciativa privada e bastante conhecido em conferências de segurança.
Schmidt trabalhou na administração do ex-presidente George W.
Bush, se desligando do Governo após ajudar a criar o guia "National
Strategy to Secure Cyberspace". Por ter assumido cargos altos cargos de
segurança na Microsoft e no eBay, Schmidt ministrou palestras em eventos
sobre o tema, o que facilita a consulta aos seus pensamentos sobre segurança
digital.
O executivo defende o apoio federal a empresas de educação e
pesquisa para que criem produtos mais seguros para o cotidiano dos usuários.
"O que o Governo está fazendo para garantir que universidades e
companhias tenham dólares para pesquisas que melhorem nossa segurança?",
questionou Schmidt em entrevista à ComputerWorld norte-americana em 2008.
Schmidt acredita que a segurança online foi melhorada consideravelmente
a partir da segunda metade da década de 90, quando classificou o impacto
de ciberataques estrangeiros aos Estados Unidos no nível 6 em uma escala
onde 10 significava que o ataque não teria sucesso.
Atualmente, a posição mudou para 8 ou 9 pela diminuição
no número de vetores de ataque. "Temos a habilidade de responder
aos ataques. Podemos também desligar sistemas sob ataque e internalizá-los",
afirma.
Em entrevistas passadas, Schmidt afirmou que smartphones e outros aparelhos
móveis geram as maiores preocupações.
"O que antes era atacado no desktop começar a ser atacado nos aparelhos
móveis, que se parecerão com PCs em nossos bolsos. Não
podemos esperar cinco anos para fazer algo. Temos que fazer agora", diz.
Em sua opinião, um ataque terrorista não se focará necessariamente
na comunicação, como infraestrutura de internet ou redes de telefonia.
"Terroristas podem assistir vídeos do Bin Landen a partir de seus
celulares. Eles já fazem podcasts e webcasts. Atacar a internet não
está entre seus melhores interesses já que eles sofreriam como
quaisquer outros", afirma.
Ao abordar previsões para o futuro, Schmidt afirma que as demissões
decorrentes da crise econômica de 2009 levarão a roubos de dados
corporativos, ajudados pela vulnerabilidade que acessórios em redes corporativas,
como impressoras, representam.
"Ao usar impressoras não seguras e câmeras de segurança
conectadas à rede que podem ser manipuladas, empregados poderão
cobrir seus rastros ao acessar áreas seguras", diz.