A Microsoft já tem diversos outros botnets em sua mira e acredita que poderá
usar a mesma tática legal implantada na semana passada para atingir centros
de comando e controle do botnet Waledac, contra os novos inimigos.
De acordo com a empresa, as comunicações entre os controladores
do Waledac e os milhares de computadores comprometidos pelos hackers ainda não
foram cortadas. "Isso mostra que pode ser feito. Cada botnet é diferente,
é claro, mas temos outras ações na na prancheta",
disse o advogado sênior da Microsoft Digital Unidade de Crimes, Richard
Boscovich.
Na quarta-feira (24/2), a Microsoft informou tem obtido ordem judicial que
tirou do ar cerca de 300 sites da Internet. Essas páginas, segundo a
empresa, foram um elo fundamental entre os hackers e os PCs que compõem
o botnet Waledac.
O mesmo método deverá ser aplicado a redes de natureza semelhante,
afirmou Boscovich, que se recusou a dizer qual será o próximo
"exército zumbi" a ser batido. Quando os funcionário
da Microsoft sentaram-se no início de janeiro para decidir qual botnet
seria desativado, a lista contava com seis nomes. A lista foi depois reduzida
para três inimigos, dos quais se escolheu o Waledac.
Boscovich admite que a Waledac não é a maior botnet do mundo,
mas destacou que, entre os vários motivos que levaram a empresa a focar
a ação nesta rede estão o fato de os domínios estarem
registrados sob a VeriSign, o que tornou mais fácil tirar os sites do
ar.Segundo a Microsoft, a ação da semana passada permitu que à
empresa assumir o controle mais de 60 mil botnets, a partir do fechamento de
277 domínios .com.
(Gregg Keizer)