A Microsoft pode não ter sido tão rápida como pensavam os
especialistas em segurança quando anunciou uma correção para
o bug do "dia zero" do Internet Explorer (IE), 18 dias depois que o
código que o explorava veio a público.
Segundo a VeriSign iDefense, a Microsoft tinha informações sobre
a falha do navegador cerca de seis meses antes que o pesquisador de codinome
"K4mr4n" publicasse o código de ataque na lista de discussão
Bugtraq, em 20/11.
A Iniciativa Dia Zero (ZDI) da iDefense, um dos programas de caça a
bugs mais conhecidos, revelou na quarta-feira, 9/12, que havia avisado a Microsoft
em 9/6 sobre a vulnerabilidade, que permite que código remoto seja executado
na máquina do usuário.
Duas versões
O IE6 e o IE7 são as duas únicas versões afetadas pelo
bug. Juntas, elas respondem por aproximadamente 39% de todos os navegadores
utilizados em novembro.
Três dias depois que K4mr4n publicou a prova de conceito que revelava
a falha, a Microsoft confirmou que o código poderia mesmo ser utilizado.
Quando publicou a atualização de segurança MS09-072, a
Microsoft atribuiu a descoberta do bug à iDefense.
Aos que não podem aplicar imediatamente a correção, a
Microsoft e a iDefense recomendam desligar o JavaScript no IE. Além desse
bug, a MS09-072 corrige outras quatro falhas no IE.
(Gregg Keizer)