A Microsoft negou na segunda-feira (1/12) que as atualizações feitas
no Windows em novembro tenham feito surgir uma “tela preta” nos computadores
dos usuários.
“A Microsoft investigou relatos de que as atualizações
de segurança do mês passado provocaram mudanças em permissões
no registro e, como consequência, teriam resultado em problemas nos sistemas
de alguns consumidores”, disse o representante de segurança da
Microsoft, Christopher Budd. “A companhia concluiu que as informações
não são precisas. Nossa investigação mostrou que
nenhuma das atualizações recentes está relacionada com
o comportamento descrito nos relatos.”
Os relatos a que Budd se refere vieram de uma postagem em um blog da fabricante
de produtos de segurança Prevx , no Reino Unido, na semana passada. O
texto afirmava que as atualizações do Windows alteraram entradas
no registro, impedindo que alguns softwares instalados rodassem normalmente.
O resultado, segundo a Prevx, é uma tela preta, apelidada de “tela
preta da morte”, em referência à “tela azul da morte”
que o sistema operacional mostra depois de uma falha grave.
Desde o relato inicial, a Prevx afirmou que uma atualização em
novembro e outra de julho são as causas da tela preta.
“As condições que levam à tela preta não
são muito claras”, admitiu o membro do grupo de suporte da Prevx
Dave Kennerley em uma atualização ao post original. “Alguns
testes do sistema desencadeiam uma condição, outros são
menos consistentes. Os pacotes que são mais comuns para o erro aparecer
são o KB915597 e o KB976098.”
Kennerley também disse que a falha estava na entrada do registro do
WinLogon Shell para o Explorer.exe, o gerenciador de arquivos do Windows. “A
entrada existe perfeitamente no registro, mas não é acessível
e é ignorada pelo sistema operacional, impedindo que a área de
trabalho e a barra de tarefas carreguem”, adicionou.
Algumas pessoas estão céticas em relação à
possibilidade de que o problema apontado pela Prevx tenha sido causado pelas
atualizações citadas por Kennerley. Rafael Rivera, que escreve
no blog Within Windows, disse que suas investigações apontaram
para uma correção na ferramenta de remoção de softwares
maliciosos. A atualização, feita automaticamente pelo Windows
Update, detecta e apaga malwares identificados pela Microsoft como perigosos.
“Essas atualizações em particular não tocam o registro
do Shell”, disse Rivera. “Acredito que a única atualização
que encostou em parte dos registros recentemente foi a da ferramenta de remoção
de softwares maliciosos de novembro.”
Rivera apontou uma das atualizações para detecção
de atualizações como a mais possível causa, mas a Microsoft
garante que não é responsável por nenhuma tela preta.
“Nós conduzimos uma análise das atualizações
de novembro e concluímos que nenhuma das correções tem
relação com a tela preta”, reforça Budd. Ele também
afirma que o suporte técnico da Microsoft “não vê
a tela preta como um grande problema para consumidores.”
(Gregg Keizer)