A privacidade ainda preocupa uma parcela importante das pessoas que usam sites
de redes sociais, se considerarmos os resultados de duas pesquisas recentes.
Nos últimos meses, observadores da indústria têm discutido
em que medida as pessoas se preocupam com as políticas e os controles
de privacidade dos sites de rede social que frequentam.
Alguns argumentam que a ascensão de serviços como o Twitter,
onde usuários publicam atualizações de status, é
um indicador de que as pessoas estão mais relaxadas sobre como e o que
eles compartilham online. Outros defendem que ainda é importante ser
capaz de controlar cuidadosamente o que é divulgado online.
Uma pesquisa com usuários de rede social nos Estados Unidos conduzida
pelo The Marist Institute for Public Opinion revela que 50% deles estão
ou "preocupados" ou "muito preocupados" com privacidade.
O restante dos entrevistados disse estar "não muito preocupado"
ou "despreocupado". Os resultados do levantamento, que ouviu 1.004
pessoas por telefone, foram publicados nesta quarta-feira (14/7).
Geolocalização
Outro estudo, elaborado pela empresa de segurança Webroot, joga alguma
luz nos serviços de geolocalização, que tem sido adotado
por muitos sites de rede social e que permitem aos usuários divulgar
dados de onde estão, a qualquer hora.
Para esta pesquisa, que foi divulgada na terça-feira (13/7), a Webroot
ouviu 1.645 usuários de redes sociais nos Estados Unidos e no Reino Unido
que possuem celulares com recursos de geolocalização. O resultado:
39% já usaram ferramentas e aplicativos de geolocalização.
Desses, 55% manifestaram preocupação com a possibilidade de que
a geolocalização possa erodir sua privacidade, ao passo que 45%
disseram se preocupar com dicas que possam dar aos ladrões de que não
estão em casa.
Os dois estudos revelam que as mulheres se preocupam mais com privacidade que
os homens, e que as pessoas mais velhas tendem a ser mais conservadoras que
as mais jovens sobre compartilhar informações pessoais.
(Juan Carlos Perez)