O plano norte-americano de reduzir as vulnerabilidades de segurança na
internet e melhorar os meios de proteção à privacidade online
tem dividido a opinião pública, que apresenta os prós e os
contras do documento. O projeto foi aberto para consulta pública, em junho,
por Howard Schmidt, coordenador de cibersegurança e assistente especial
do presidente Barack Obama.
Entres os aspectos negativos, além do medo de que o governo seja capaz
de registrar todas as atividades, alguns apontam que a proposta carece de informações
detalhadas sobre como as credenciais serão certificadas, ou como confirmar
que uma pessoa é realmente quem diz que é.
Além disso, para alguns, uma possível centralização
de dados é menos segura do que ter múltiplos cadastros, identidades
e senhas.
Por um outro lado, defensores da proposta, afirmam que essas medidas podem
garantir que o comércio on-line continue a crescer.
De acordo com o documento, o governo será o grande apoio, do que é
chamado de "Identity Ecosystem", usando identidades digitais para
garantir as questões fundamentais de segurança na web. Com isso,
os consumidores seriam capazes de usar as ferramentas para proteger tudo, desde
transações bancárias e compras online até registros
de saúde.
O projeto, intitulado como National Strategy for Trusted Identities in Cyberspace
(NSTIC) - está disponível na web, clique
aqui.
Entenda o projeto
O plano propõe uma ação conjunta do governo americano
com empresas privadas para criar um ambiente online no qual "indivíduos,
organizações, serviços e aparelhos possam confiar entre
si porque fontes de autoridade estabelecem e autenticam suas identidades digitais".
O Identity Ecosystem permitiria a usuários da Internet completar transações
com confiança, disse Schmidt, em um post no blog da Casa Branca.
"Nunca mais um indivíduo teria de se lembrar de uma lista enorme
e potencialmente insegura de senhas e nomes de usuário, para entrar nos
vários serviços online que utiliza", escreveu. "Por
meio dessa estratégia nós procuramos viabilizar um futuro no qual
os indivíduos possam optar voluntariamente pelo uso de uma credencial
segura, interoperável e de segurança avançada (...) de
uma variedade de provedores de serviço - tanto públicos como privados
- para autenticar a si mesmos online, em diferentes tipos de transações",
disse ele.
A Casa Branca aceita comentários ao esboço do plano em uma página
web do site Ideascale.com.
O plano de ID confiável é parte da Revisão da Política
para o Ciberespaço, lançada pela administração Obama
em maio de 2009.
(John Dix)