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Publicitários não temem que panes afastem investimentos em redes sociais
As panes experimentadas pelo Twitter e Facebook na semana passada se tornaram comuns nos últimos meses e podem se repetir. Diante desse cenário, como ficam as ações de comunicação de agências e anunciantes nas redes sociais?

Segundo profissionais de publicidade ouvidos pelo IDG Now!, esses problemas não deverão afugentar investimentos publicitários feitos nas mídias sociais.

“O maior prejudicado pela pane é o usuário. Clientes e agências sabem lidar com isso de jeito bastante maduro”, afirma o vice-presidente de criação da agência Bullet, Mentor Muniz Neto.

O sócio da agência LiveAd, Lucas Mello, concorda. “O usuário é o maior prejudicado, pois fica sem o serviço”, diz.

Durante a pane, o Twitter afirmou, em seu blog, que lutava contra “um ataque de negação de serviço”. O problema deixou o microblog fora do ar por cerca de duas horas na quinta-feira (6/8).

Por um ataque de negação de serviços, criminosos coordenam milhares de computadores infectados e exigem simultaneamente informações de um site, sobrecarregando o servidor e tirando a página do ar.

Comunidades
O gerente geral da agência Ogilvy Interactive, Michel Lent, afirma que os prejuízos atingem um grupo mais amplo. Para ele, “a comunidade como um todo”, com “usuários em todos os níveis” - consumidores, empresas ou agências - são atingidos pelas panes.

Ainda assim, os problemas não devem diminuir o interesse de anunciantes em investir em redes sociais. “Não sei se já estamos no estágio de ter preocupação com isso. Esse tipo de coisa (pane) é inerente à tecnologia. Aprendemos a tolerar falhas e problemas experimentais.”

Neto segue a mesma linha de raciocínio. “É difícil um cliente desistir de investir no meio online em razão de problemas técnicos, o que é lamentável, já que aceitamos isso como parte do jogo. E não deveria ser.”

Mello é ainda mais incisivo e, no sentido contrário, vê problemas de instabilidade, como os ataques sofridos pelo Twitter, como um bom termômetro para empresas novatas na internet localizarem boas oportunidades.

“Se o anunciante estiver bem instruído, vai conseguir perceber que a pane se deve ao sucesso da plataforma. Nesse caso específico, são bons indicativos.”

Por mais que sejam tratadas com tolerância do ponto de vista comercial, as panes decorrem de reações populares conforme a popularidade de cada uma delas, afirma Neto, relembrando o dia em que o Orkut ficou fora do ar por uma madrugada, em julho de 2008.

Na época, os brasileiros - que somam atualmente mais de 24 milhões de perfis ativos na rede social, segundo dados da consultoria Nielsen - usaram o Twitter e outras ferramentas para extravasar a frustração de não poder utilizar o serviço do Google.

“É da natureza do Twitter: ele se transforma em uma ferramenta indispensável quando o usuário descobre que não é só para falar o que se está fazendo, mas sim divulgar outras coisas e receber informações das pessoas. Não chegamos a um grau de maturidade, no Brasil, para que sua falta seja sentida a ponto de haver reclamações”, acredita Neto.

Panes recorrentes
A pane do Twitter é o capítulo mais recente de um histórico de problemas de instabilidade ou falta de acesso a redes sociais e serviços online. Obstáculos que, desde o começo de 2008, tornaram-se frequentes.

Em janeiro do ano passado, o próprio Twitter sofreu com o crescente número de usuários que publicavam ou buscavam informações sobre o evento MacWorld Conference and Expo, ocasião na qual a Apple apresentou o laptop Macbook Air.

Durante o ano, serviços com grande tráfego, como o site de comércio eletrônico Amazon, também sofreram problemas do tipo.

O gigante Google foi um dos mais afetados pela sucessão de panes – de julho de 2008 em diante, serviços da empresa como o Gael, o buscador e o Maps passaram por sete problemas de instabilidade.
Data: 10/08/2009 Fonte: IDG Now!
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