O mundo do crime na internet é, sem dúvida, movido por questões
financeiras. A maioria dos incidentes não é publicada, a menos que
um grande grupo de indivíduos seja prejudicado.
Mas como os cibercriminosos transformam seus ataques em dinheiro? Até
mesmo os profissionais de segurança que analisam esses ataques podem
não saber sobre os vários esquemas usados para gerar dinheiro
no mundo do crime cibernético.
Confira abaixo uma lista, preparada pela Cisco, das técnicas mais populares.
Elas estão separadas em três categorias:
1 - Fraude Financeira
* Transações bancárias não autorizadas ou cobranças
em cartões de crédito
As principais técnicas neste tipo de fraude incluem roubo de contas e
identidade do usuário por meio de golpes de phishing, pragas que vasculham
o que é digitado pela vítima (keylogging malware) e roubo de dados,
sendo a maioria feita por comerciantes.
* Pagamento adiantado
Existem inúmeros esquemas para enganar um consumidor e pedir que ele
faça um pagamento adiantado para benefícios futuros. As técnicas
mais avançadas incluem spam e grupos de discussão públicos,
e especialmente redes sociais.
2 - Vendas de produtos e propagandas
* Comercialização
Os golpes mais usados nesta categoria são anúncios em massa de
produtos farmacêuticos, softwares piratas e avisos falsos de segurança.
Em 2009, houve um lucro massivo gerado por spywares sobre segurança e
golpes sobre remédios para perda de peso. O uso dessas campanhas de propaganda
em redes sociais é muito comum.
* Publicidade
Neste caso, o criminoso não está envolvido golpe ou realização
do produto, mas recebe pelo tráfego ou pelas assinaturas. As técnicas
incluem spam, spamdexing e fraudes de cliques e impressões.
3 - Vendas de serviços ilegais
Essa categoria trata dos criminosos que vendem produtos e serviços para
outros criminosos, transformando o cibercrime em um grande negócio.
* Malwares e kits de aproveitamento
Exemplos dessa prática incluem a venda de softwares e kits que se aproveitam
de falhas e pacotes de malwares, como o Zeus, Libery e Fragus. Existe até
mesmo uma “oportunidade” de negócio para oferecer softwares
que ajudem os pacotes para ataques, para que eles não sejam detectados
por programas de segurança.
* Informações de contas (usuários e credenciais)
O aumento da especialização criminosa resultou em um ambiente
no qual o roubo de credenciais nem sempre é o que os criminosos querem.
Inúmeros negócios existem para roubar e vender as credenciais.
Informações não financeiras, como dados de redes sociais
e e-mails, têm gerado uma receita crescente para o cibercrime.
* Quebras de verificações
Os cibercriminosos também geram receitas com a venda de softwares especializados
para criação de contas e quebra de serviços de verificações
CAPTCHA. Para criar milhões de contas em e-mails e redes sociais, é
preciso burlar essa verificação. Depois, as contas são
usadas para campanhas de spam ou para entrar nas redes sociais e roubar credenciais.
* Testes de vírus
O verdadeiro propósito desse esquema é determinar se os pacotes
de vírus populares identificam códigos binários.
* Redirecionamento de busca
Neste caso, um usuário faz uma busca no Google, por exemplo, mas é
redirecionado a um site ilícito, mantido por um criminoso ou alguma vítima
de um golpe.